O alargamento do limite máximo do rácio dos empréstimos hipotecários para aquisição de habitação, de 70% para 80%, juntamente com a isenção do imposto de selo sobre transmissões de bens imóveis, entrou em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2026. De acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), no primeiro trimestre de vigência destas medidas, registou-se um aumento anual de cerca de 25% nos novos empréstimos hipotecários destinados à aquisição de habitação, reflectindo o impacto positivo das medidas no negócio dos empréstimos hipotecários.
Com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável e estável das actividades bancárias relacionadas com os empréstimos hipotecários para aquisição de habitação e, em consonância com as políticas de apoio ao mercado imobiliário promovidas pelo Governo da RAEM, a AMCM emitiu no final do ano passado orientações para os bancos, ajustando o limite máximo do rácio dos empréstimos hipotecários para 80%. No primeiro trimestre deste ano, o montante dos novos empréstimos hipotecários totalizaram 3,34 mil milhões de patacas, representando um aumento anual de 18,2%. Especificamente, os novos financiamentos hipotecários para aquisição de imóvel registaram um crescimento anual de 24,7%, ou seja, mais 520 milhões de patacas. Mais de metade destes empréstimos foram aprovados com rácios superiores a 70%, demonstrando que as medidas não só estimularam o negócio hipotecário, mas que também permitiram aos cidadãos ajustar os seus pedidos de empréstimo com maior flexibilidade, tendo em conta a sua situação financeira. A banca respondeu, de forma proactiva, às políticas do Governo da RAEM, tendo aprovado a grande maioria dos valores solicitados pelos cidadãos. O lançamento das duas medidas no âmbito do mercado imobiliário trouxe confiança e suporte às transacções de imóveis habitacionais.
A AMCM recorda aos cidadãos que, ao solicitarem empréstimos aos bancos, devem considerar de forma integrada a estabilidade dos seus rendimentos, o impacto potencial das flutuações das taxas de juro e a sua capacidade de reembolso a longo prazo, devendo assim controlar os seus níveis de endividamento de forma sensata, evitando a alavancagem excessiva. A AMCM continuará a observar, de forma estreita a evolução do mercado imobiliário, avaliando de forma dinâmica as actividades hipotecárias residenciais dos bancos, e a proceder à análise e revisão das medidas relevantes de forma adequada, garantindo a estabilidade do sistema bancário.