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Grupo de trabalho interdepartamental para a saúde física e mental apela aos estudantes universitários para adaptação científica do estado psicológico, por ocasião do “Dia Nacional da Saúde Mental dos Estudantes Universitários”

Serviços de Saúde
2026-05-26 17:21
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Esta segunda-feira (dia 25 de Maio) é o Dia Nacional da Saúde Mental dos Estudantes Universitários, o Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Saúde Física e Mental, composto pelos Serviços de Saúde, Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Instituto de Acção Social, Instituto Cultural e pelo Instituto do Desporto (doravante designado por Grupo de trabalho), sob a tutela da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura, apela aos estudantes universitários de Macau para cuidarem de si próprios, conhecerem e aceitarem-se a si próprios, bem como melhorarem a sua qualidade psicológica.

O “Dia Nacional da Saúde Mental dos Estudantes Universitários” é comemorado anualmente em 25 de Maio. O núcleo desta data baseia-se na homofonia de “5.25 em chinês – “Eu amo-me” e visa relembrar os estudantes universitários de que devem “valorizar a vida e cuidar de si próprios”. O Dia Nacional da Saúde Mental dos Estudantes Universitários tem como tema “Eu Amo-me – Sair da ilha solitária da alma”, salientando que os estudantes universitários devem aprender a conhecer-se e a aceitar-se a si próprios, para que possam conviver com os outros com uma atitude de confiança, fraternidade e respeito, e, dessa forma, amar a sociedade.

O Grupo de trabalho indicou que os estudantes universitários de diferentes anos de escolaridade enfrentam diferentes tipos de perturbações psicológicas e precisam da atenção específica:

Estudantes do 1.º ano: Apresentam frequentemente dificuldades de adaptação ao ambiente, diferenças culturais e de hábitos, saudades de casa, isolamento social, procrastinação ou impedimentos académicos decorrentes do modelo de auto-aprendizagem. Recomenda-se a criação de expectativas razoáveis e a atribuição de tempo para a adaptação, sem pressa em obter resultados.

Estudantes do 2.º ano: Experienciam frequentemente a “pressão da comparação” com os colegas em termos de notas, experiências de estágio e vida social, etc. Devem concentrar-se em desenvolver a capacidade de ajustamento emocional, aprender a ter um diálogo saudável consigo mesmo e, se necessário, tomar a iniciativa de recorrer ao aconselhamento psicológico.

Estudantes do 3.º ano: Encontram-se normalmente no “período de pico de pressão”, necessitando de dominar as técnicas de gestão de pressão, como gestão de tempo e treinamento de relaxamento. Os encarregados de educação devem evitar impor expectativas excessivas e proporcionar espaço para os seus filhos explorarem; os estudantes devem compreender que pedir ajuda não significa sinal de fraqueza.

Estudantes do 4.º ano e pós-graduação: Enfrentam a ansiedade de “estar prestes a entrar na sociedade”, sendo fácil aparecer a “síndrome do impostor”, duvidando se serão capazes de vencer os desafios do trabalho. Para além do apoio ao emprego, é ainda necessário preparar-se psicologicamente para a transição. As instituições de ensino podem organizar workshops que combinem o planeamento de carreira com a saúde mental, no sentido de ajudar os estudantes a construir expectativas realistas e positivas.

O Grupo de trabalho apresenta as seguintes sugestões sobre métodos de adaptação psicológica para os estudantes universitários:

  1. Aceitar a sua própria imperfeição: Reconhecer correctamente os seus pontos fortes e fracos, evitar comparações cegas com os outros e estabelecer expectativas razoáveis de si mesmo;
  2. Estabelecer um horário regular: Evitar o “débito de sono por vingança” e manter um sono suficiente. As perturbações do sono agravam sempre a ansiedade e a depressão;
  3. Participar moderadamente em actividades culturais, recreativas e desportivas como forma de libertar emoções: Obter nutrição espiritual, através da participação em actividades artísticas e culturais, permitindo relaxar e estabelecer ligações sociais com o exterior. Também é possível libertar emoções negativas através de métodos saudáveis como exercícios físicos, conversar com outras pessoas e escrever, etc. É importante não cair em vícios em jogos ou maus hábitos;
  4. Tomar a iniciativa de procurar apoio profissional: Apelar aos estudantes universitários para prestarem mais atenção ao estado emocional e psicológico de si próprios e dos familiares e amigos à sua volta. Se as perturbações emocionais persistirem por mais de duas semanas e não conseguirem ser aliviadas, podem recorrer imediatamente ao apoio, podendo ligar para a "Linha aberta de apoio emocional dos Serviços de Saúde (2871 2356), as Linhas abertas de aconselhamento da DSEJ (2833 3113, 6811 2121), a Linha aberta de apoio psicológico do IAS (2826 1126) e a Linha aberta sobre vida da Cáritas (2852 5222), também podendo dirigir-se às consultas de saúde mental dos diversos Centros de Saúde ou aos serviços de aconselhamento das próprias instituições de ensino. Os estudantes podem, através da "Conta Única → Gestão da minha saúde", realizar uma auto-avaliação da saúde mental "Auto-verificação Emocional", para se inteirar do seu estado mental a qualquer momento. Os problemas psicológicos são como ter uma constipação física: pedir ajuda atempadamente é a verdadeira forma de amar a si mesmo.

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