A primeira edição do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), encerrou hoje (14 de Outubro), após os três dias de trabalhos.
No discurso da sessão de encerramento, o vice-ministro do Comércio da China, An Min, afirmou que Macau tem um papel especial e insubstítuivel na cooperação entre a China e os países lusófonos classificando o território como um intermediário importante para entrada dos países de língua portuguesa no mercado da grande China.
O responsável acrescentou que o próximo acordo de estreitamento das relações económicas e comerciais entre a China continental e Macau, prestes a ser assinado, será mais um passo para a integração das relações comerciais bilaterais e um novo impulso para o desenvolvimento da cooperação económica e comercial entre a China e o mundo lusófono.
O vice-ministro sublinhou ainda que o Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial assinado no final da Conferência Ministerial é fruto do importante trabalho do Fórum, com excelentes resultados alcançados em matéria de reforço do intercâmbio e promoção do investimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
An Min acrescentou que os países participantes vão continuar a trabalhar de forma construtiva para pôr em prática os consensos alcançados no Fórum, nomeadamente para aumentar a dimensão do comércio, desenvolver a cooperação a nível do investimento e inter-governamental, bem como aperfeiçoar os mecanismos de acompanhamento do Fórum.
A sessão de encerramento contou ainda com intervenções dos representantes das delegações oficiais de sete países de língua portuguesa, sendo seguida, no final, da conferência de imprensa.
Entretanto, na Bolsa de Contactos sobre Comércio e Investimento integrada no programa do Forum, os países participantes puderam apresentar o seu ambiente de investimento.
Três de mais de uma centena de encontros em diversas áreas resultaram na assinatura de actas de intenção de acordos envolvendo uma empresa de Portugal e outra de Macau, num projecto de 25 milhões de dólares relacionado com trespasse de fábricas; uma outra, entre Timor e Macau, sobre comércio de café e, a terceira, entre uma empresa chinesa e outra de Cabo-Verde para um projecto de um fábrica de materiais de construção no valor de 54 milhões de dólares americanos.
A bolsa de contactos registou a participação de cerca de um milhar de pessoas, além dos cerca de 400 empresários da China e dos países de língua portuguesa acreditados ao Fórum.