A 79.ª Assembleia Mundial da Saúde inaugurou no dia 18 de Maio (horário local), em Genebra, Suíça, tendo como tema "Remodelar a saúde global e partilhar responsabilidades em conjunto". Estiveram presentes os cinco representantes do Governo da RAEM, incluindo o subdirector substituto dos Serviços de Saúde, Tai Wa Hou, a assessora do Gabinete da Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Leong Weng Han, a chefe da Divisão do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde, Wong Weng Man, a chefe da Divisão de Estudos e Planeamento, Wong Cheng Po, e o chefe do Grupo de Trabalho de Assuntos Internacionais, O Leong, na qualidade de membros da delegação da República Popular da China, na cerimónia de inauguração da Assembleia, na respectiva reunião plenária e em várias reuniões paralelas.
Na cerimónia de abertura, o Director-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou no seu discurso que o surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo foi classificado como uma "emergência de saúde pública de interesse internacional". A propagação do surto ao Uganda realça a fragilidade dos sistemas globais de segurança sanitária, necessitando de um maior reforço dos mecanismos de alerta precoce e de resposta. A OMS está a promover três grandes direções de transformação: em primeiro lugar, o estabelecimento de uma divisão científica e a criação do cargo de cientista-chefe para reforçar as funções normativas e técnicas essenciais; em segundo lugar, a criação de seis mecanismos de segurança de saúde global, tais como o Centro de Informações sobre Epidemias e o Centro de Transferência de Tecnologia de mRNA, aprendendo com as lições da pandemia de Covid-19; Em terceiro lugar, a promoção de uma mudança histórica no modelo de financiamento, ampliação da base de doadores e a garantia de um financiamento mais previsível e sustentável. Ele salientou que, no meio dos desafios interligados dos conflitos, crises económicas, alterações climáticas e cortes na ajuda, todos os países devem superar as diferenças e trabalhar em conjunto para remodelar conjuntamente a estrutura global de governação da saúde.
Durante a ocasião, os representantes do Governo da RAEM tiveram um encontro com o Director da Comissão Nacional de Saúde da China, Lei Haichao e o Embaixador chinês junto ao escritório das Nações Unidas em Genebra e outras organizações internacionais na Suíça, Jia Guide. O Embaixador Jia Guide deu as calorosas boas-vindas aos representantes do País, de Hong Kong e Macau que se deslocaram a Genebra para participarem na presente Assembleia Mundial da Saúde, espera-se que as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau continuem a aproveitar as vantagens do “apoio do país e interligação com o mundo”. Acredita-se que a delegação chinesa, através da sua participação na Assembleia da Organização Mundial de Saúde, desempenhando plenamente a influência da China na governação global da saúde e reforçarando o intercâmbio e a cooperação com outros países. O Diretor Lei Haichao, em nome da Comissão Nacional de Saúde, deu as boas-vindas aos representantes das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau que integraram a delegação chinesa, referindo que a governação global da saúde enfrenta novos desafios e ajustes, e que a comunidade internacional apela cada vez mais a uma maior união e a cooperação para reforçar a segurança da saúde pública global, a China vai participar activamente nesse processo, esperando que as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e de Macau continuem a desempenhar o seu papel e a dar uma resposta activa, reconhecendo plenamente os resultados obtidos pelo Governo da RAEM nos cuidados de saúde primários e diferenciados.
Em representação do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, o subdirector substituto, Tai Wa Hou, agradeceu à Comissão Nacional de Saúde por ter liderado a delegação à reunião e ao Embaixador Jia Guide pela calorosa recepção. Afirmou que, desde o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, o país sempre colocou a "proteção da saúde da população" como uma prioridade na sua estratégia de desenvolvimento, lançando e implementando a "Acção para a China Saudável (2019-2030)". O Governo da RAEM articula-se, de forma activa, com a estratégia nacional de desenvolvimento que dá prioridade à saúde, integrando plenamente o conceito de saúde física e mental nas políticas públicas. Em resposta ao "ano de gestão do peso" nacional, o Governo da RAEM implementou três políticas principais: “antecipação de prevenção de doenças”, “descentralização de recursos” e “mudança de mentalidades”, através do programa "Comunidade Saudável", colaboramos amplamente com as associações para desenvolver sinergias, e realizar de forma contínua e diversificada actividades de popularização da ciência para a saúde nos bairros comunitários, com vista a aumentar a qualidade da saúde dos residentes e promover a sua capacidade de auto-gestão da saúde. Além disso, com a atenção e o apoio da Comissão Nacional de Saúde, o Centro Médico de Macau Union entrou na fase de desenvolvimento acelerado, tendo já sido desenvolvidos, com sucesso, vários grandes projectos cirúrgicos e terapêuticos, melhorando significativamente a capacidade de diagnóstico e tratamento de doenças complexas e raras na RAEM. Entre 2026 e 2027, o Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) dos Serviços de Saúde vai participar sucessivamente na acreditação hospitalar internacional organizada pelo Estado, na acreditação do centro de AVC e do centro de dor torácica.
Ao mesmo tempo, a RAEM tem integrado o seu próprio desenvolvimento na conjuntura da construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, desempenhando activamente o seu papel de ponte regional, cooperando estreitamente com a Província de Guangdong e a Região Administrativa Especial de Hong Kong, impulsionando, em conjunto, a construção de uma "Grande Baía Saudável". No dia 30 de Outubro do ano passado, o Centro Hospitalar Conde de São Januário dos Serviços de Saúde da RAEM e o Hospital Hengqin do Primeiro Hospital Afiliado da Universidade Médica de Guangzhou iniciaram oficialmente a consulta externa conjunta, concretizando a complementaridade de recursos de serviços e a partilha de experiências de diagnóstico e terapêutica. Este ano, será alargada a cobertura do subsídio de seguro de saúde do Interior da China a todas as províncias de Guangdong e Fujian, facilitando a integração dos residentes de Macau na vida do Interior da China, para uma melhor integração e prestação de serviços ao desenvolvimento nacional.
No que diz respeito ao desenvolvimento das vantagens das "conectividade interna e externa" da RAEM, e aproveitando as vantagens únicas e o papel de ponte de “apoio do país e interligação com o mundo”, tem participado activamente nos trabalhos relacionados com a governação global da saúde. Centrando-se em três grandes áreas, como a medicina tradicional, os cuidados de saúde de emergência e os cuidados de saúde primários, continuaremos a expandir a rede de intercâmbio e cooperação internacional. Este ano, será dada prioridade à promoção do apoio às regiões africanas na elaboração de planos de contingência para a saúde e ao desenvolvimento do papel de plataforma do Centro de Cooperação dos Medicamentos Tradicionais da Organização Mundial da Saúde (Macau), iremos reforçar a cooperação e o intercâmbio na área da medicina com a Organização Mundial de Saúde, os Países de Língua Portuguesa e os países e regiões abrangidos pela iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", alargando o "círculo de amigos" a nível internacional.
Os representantes do Governo da RAEM participaram ainda numa reunião paralela com o tema "Imagine um mundo em 2030: uma força de trabalho de saúde resiliente e preparada para emergências em todos os países", os representantes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China partilharam experiências sobre a construção do sistema de saúde pública e a preparação para emergências, demonstrando a participação activa da China na governação global da saúde e o apoio à melhoria da capacidade e resiliência de resposta a emergências de saúde de todos os países. Todos os participantes apelam que, face aos desafios como a epidemia, o conflito e a alteração climática, a comunidade internacional deve reforçar a formação de recursos humanos de resposta, a cooperação transfronteiriça e o investimento contínuo, a fim de elevar em conjunto a segurança da saúde global.
A 79.ª Assembleia Mundial da Saúde decorre entre 18 e 23 de Maio e irá apreciar mais de 60 temas que abrangem questões técnicas, incluindo doenças não transmissíveis, saúde mental, cobertura universal de saúde, prevenção e resposta a emergências de saúde pública, entre outros.