O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, ao discursar, hoje (3 de Setembro), na recepção oficial do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, afirmou que esta visita oficial visa transmitir o legado de tradição da amizade entre ambas as partes, consolidar ainda mais o consenso e impulsionar a cooperação bilateral pragmática para um novo patamar. Disse esperar que Macau seja uma ponte vital e sólida para o aprofundamento da cooperação estratégica entre a Malásia e o Interior da China, abrindo uma nova era de benefícios e sucesso mútuos e crescimento sinérgico.
A recepção oficial foi presidida pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, o ministro do Turismo, Artes e Cultura da Malásia, Tiong King Sing, o vice-ministro do Investimento, Comércio e Indústria da Malásia, Sim Tze Tzin, o embaixador da China na Malásia, Ouyang Yujing e a secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han. Assistiram à recepção cerca de 350 convidados, incluindo os elementos da delegação do Governo da RAEM, os representantes dos empresários que acompanham a comitiva, os representantes da Embaixada da China na Malásia, bem como individualidades dos diversos sectores malaios.
Ao discursar, Sam Hou Fai indicou que a China e a Malásia desfrutam de uma amizade profunda que atravessa gerações, como vizinhos próximos, parceiros sinceros que caminham lado a lado e amigos de confiança que partilham um laço fraternal. Relembrou que em Abril de 2025, o Presidente Xi Jinping realizou uma visita de Estado à Malásia e as duas partes anunciaram, em conjunto, a construção de uma comunidade estratégica de alto nível da China-Malásia com destino comum, abrindo um novo capítulo de " 50 anos de ouro" para as relações bilaterais. Considerou que isto impulsionou a paz, a prosperidade e o desenvolvimento regional, além de abrir novas oportunidades para o aprofundamento da cooperação entre Macau e a Malásia.
Indicou que Macau e Malásia são ambos pontos cruciais da «Rota da Seda Marítima» e partilham uma profunda afinidade cultural e laços estreitos e duradouros. Referiu que a conveniência de isenção mútua de vistos e dos voos directos, a cooperação bilateral tem produzido resultados promissores nas áreas da economia, comércio, investimento, turismo, do sector de convenções e exposições e da educação. Frisou que a Malásia não é apenas um parceiro comercial principal e fonte importante de visitantes internacionais para Macau, mas também um forte potencial de cooperação nos domínios de intercâmbio cultural, educação e de promoção de Macau como um destino turístico amigo dos muçulmanos.
Sam Hou Fai referiu que o Governo da RAEM divulgou, no passado mês de Agosto, o Terceiro Plano Quinquenal e a sua implementação. Explicou que este plano se articula estreitamente com as estratégias nacionais, consolida a vantagem competitiva de Macau, e integra e serve melhor a conjuntura do desenvolvimento nacional, com o objectivo de impulsionar a concretização da visão desejada para Macau alicerçada no Estado de Direito, dinâmica, cultural e feliz. Relembrou que a Malásia divulgou também no ano passado o seu 13º “Plano Malásia”, delineando um desenvolvimento ambicioso da Malásia para os próximos cinco anos. Disse que Macau está disposta a reforçar a coordenação do planeamento macroeconómico com a Malásia, aprofundar a cooperação pragmática em turismo e indústria de convenções e exposições, economia digital, medicina tradicional chinesa, energia verde e comércio electrónico transfronteiriço, de modo a criar mais benefícios para o povo de ambas as partes.
O Chefe do Executivo manifestou a expectativa de que os empresários de Macau, Hengqin e do Interior da China que acompanham a sua visita, aproveitem esta oportunidade para reforçar a comunicação, aprofundar a confiança mútua e alargar a cooperação com empresas malaias. Convidou ainda todos os sectores da Malásia a virem a Macau para intercâmbio, investimento, negócio e viagem, e disse esperar que todos agarrem as novas oportunidades de negócios no mercado crescente da China e expandam os seus negócios em Macau e Hengqin, regiões que estão cheias de vitalidade. Acrescentou que a Bolsa de Estudo «Uma Faixa, Uma Rota» de Macau está agora aberta a estudantes da Malásia e expressou a esperança de que os jovens estudantes daquele país se candidatem e prossigam os seus estudos superiores em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, preparando assim o desenvolvimento sustentável das relações entre Macau e a Malásia.
Por seu turno, Tiong King Sing indicou, no discurso, que a Malásia ocupa uma posição estratégica na ASEAN, cuja economia tem registado um crescimento contínuo nos últimos anos, com o mercado regional a ser cada vez mais valorizado pelas empresas internacionais. Apontou que Macau, por seu lado, situa-se na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, que é uma região com um vasto mercado consumidor, abundância de capital e forte capacidade de inovação. Deste modo, considerou que a Malásia e Macau podem interligar melhor as respectivas redes, permitindo que as empresas identifiquem oportunidades de desenvolvimento mais amplas entre a ASEAN e a Grande Baía. Enfatizou que a Malásia está pronta para responder de forma proactiva ao reforço da cooperação nos domínios da economia e comércio, turismo e da educação, e espera que esta visita da delegação da RAEM abra mais perspectivas de cooperação. Adiantou que a Malásia e Macau podem criar condições favoráveis e fortalecer os laços, permitindo a participação conjunta de empresas, instituições educativas, operadores turísticos e organizações culturais dos dois territórios para que a cooperação consiga resultados concretos.
Referiu que, no que diz respeito à cooperação turística, as duas regiões podem continuar a promover o intercâmbio e a desenvolver, juntos, produtos turísticos enquanto os sectores privados podem realizar estudos profundos sobre o mercado, designadamente as rotas turísticas, promoção conjunta e ligações aéreas mais convenientes. Acrescentou que o aumento do fluxo de turistas beneficiará não apenas o sector do turismo, mas também dinamizará a indústria da restauração, o retalho, a indústria de convenções e exposições, bem como as economias locais. Referiu que a educação é outra matéria que também merece um investimento a longo prazo, explicando que os programas de intercâmbio entre jovens e estudantes e os laços de amizade e entendimento mútuo que estabelecem entre eles é a base mais natural e sólida para a cooperação entre Macau e a Malásia. Deste modo, manifestou satisfação com o estabelecimento de contactos directos entre universidades e diferentes sectores da sociedade, especialmente instituições e organizações ligadas ao turismo, para que o intercâmbio entre os jovens continue.
Sam Hou Fai e os restantes convidados de honra testemunharam, na recepção, a assinatura de oito acordos de cooperação, cujos projectos abrangem os domínios da promoção turística, as indústrias culturais e turísticas, o ensino superior, a indústria-academia-investigação, a certificação halal e a formação de profissionais de medicina tradicional chinesa e entre outras áreas.