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Inquérito ao comércio a retalho referente ao segundo trimestre de 2026

Direcção dos Serviços de Estatística e Censos
2026-08-21 16:00
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No segundo trimestre de 2026 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cifrou-se em 17,96 mil milhões de Patacas, crescendo 12,1%, em termos anuais, informam os Serviços de Estatística e Censos.

De entre os principais tipos de comércio a retalho, realça-se que no trimestre em análise o volume de negócios de artigos de comunicação cresceu acentuadamente 84,1%, em termos anuais. O volume de negócios de relógios e joalharia e o de produtos cosméticos e de higiene também ascenderam 38,6% e 35,5%, respectivamente, porém, o de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-18,6%) e o de farmácias (-9,4%) diminuíram. Depois de eliminados os factores que influenciam os preços, o índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho registou no trimestre de referência uma subida homóloga de 6,2%. Salienta-se que o índice do volume de vendas de artigos de comunicação (+80,1%) e o de produtos cosméticos e de higiene (+37,0%) subiram significativamente, em termos anuais, enquanto o de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-20,2%) e o de combustíveis para veículos a motor (-10,6%) desceram.

No primeiro semestre de 2026 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho fixou-se em 39,40 mil milhões de Patacas, mais 17,2%, relativamente ao semestre homólogo do ano anterior. Destaca-se que o volume de negócios de artigos de comunicação ascendeu notavelmente 88,6%, o de relógios e joalharia e o de produtos cosméticos e de higiene também ascenderam 45,7% e 31,5%, respectivamente. Por seu turno, o volume de negócios de mercadorias de armazéns e quinquilharias e o de supermercados baixaram 8,5% e 6,5%, respectivamente. No primeiro semestre do corrente ano o índice médio do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho registou um aumento homólogo de 11,0%. Realça-se que o índice do volume de vendas de artigos de comunicação (+85,2%) e o de produtos cosméticos e de higiene (+32,9%) tiveram os acréscimos mais acentuados, todavia, o de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-9,7%) e o de combustíveis para veículos a motor (-7,1%) desceram.

Nos comentários dos responsáveis pelos estabelecimentos do comércio a retalho sobre previsões para o terceiro trimestre do corrente ano, 49,5% dos retalhistas antecipam a estabilização do volume de vendas em termos anuais, 46,0% prevêem a diminuição e 4,5% projectam o aumento. Além disso, para o terceiro trimestre de 2026, a previsão de cerca de 39,4% dos retalhistas é de que a situação de exploração dos estabelecimentos seja estável, em relação ao segundo trimestre do corrente ano, 51,9% dos retalhistas pressupõem uma situação de exploração insatisfatória e 8,7% prevêem uma situação de exploração satisfatória.


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