Edmund Ho afirmou que desde o estabelecimento da RAEM, o governo está empenhado na convergência com as sociedades internacionais, adaptação ao desenvolvimento da globalização e na correspodência à dinamização da economia do país.
Adiantou que o governo está a intensificar a optimização do mercado e a envidar esforços no desempenho de Macau como um centro regional de serviços.
Decorreu esta manhã, (8 Setembro) em Xiamen, a cerimónia de abertura da 7ª Edição da Bolsa de Investimento e Negócios da China, que foi presidida pela vice-primeiro ministra do Conselho de Estado, Wu Yi. Após a cerimónia, Edmund Ho, acompanhado pelo governador da Província de Fujian, Lu Zhangong, e chefe do executivo da RAEK, Tung Chee-hwa, deslocou-se à sala de exposições onde visitou o expositor de Macau e de Hong Kong.
“Fórum Internacional de Investimento 2003”, integrado na 7ª Edição da Bolsa de Investimento e Negócios da China, foi presidido pelo vice-ministro do Comércio, Ma Xiuhong.
O Chefe do Executivo ao discursar no “Fórum Internacional de Investimento 2003”, disse que para Macau elevar a capacidade competitiva do mercado, o governo está empenhado na optimização do ambiente de investimento e no melhoramento das infra-estruturas dos transportes e instalações do Aeroporto Internacional de Macau. Está também em preparação a construção do novo terminal marítimo, como ainda a convergência com as auto-estradas e rede rodoviária do continente e a construção da ponte HongKong – Zhuhai – Macau. Adiantou estarem a ser melhorados os equipamentos dos vários meios de comunicação, energia e serviços.
O governo tem também elaborado e efectuado a revisão de leis, como por exemplo, da “Lei de Comércio Externo”, desburocratizado os procedimentos, elevado a eficiência administrativa e a qualidade de serviços. Sublinhou o desenvolvimento de um serviço de governo electrónico, maximização da capacidade das entidades específicas de apoio aos investidores estrangeiros e formação de quadros qualificados. Na área da economia, revestida de grande importância, nomeadamente o jogo e as telecomunicações, o governo adoptou medidas para a abertura do mercado, e actualmente já se verificam alguns resultados no ambiente dos investimentos.
Durante o primeiro semestre, apesar da influência da pneumonia atípica, vulgo Síndroma Respiratória Aguda, a constituição de novas sociedades continua evidente e o investimento estrangeiro registou um aumento contínuo, acrescentou Edmund Ho.
Adiantou que aproveitando as características próprias e privilegiadas de Macau, o governo está neste momento a criar três grandes plataformas de serviços: a “Plataforma de Serviços de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, ”Plataforma de Serviços de Comércio da Zona Oeste da Província de Guangdong” e a “Plataforma de cooperação e rede global de empresários chineses” bem como impulsionar e apoiar na cooperação de parceria entre empresários locais, da China e empresários das pequenas e médias empresas de países lusofónos para a abertura conjunta de mercados em vias de desenvolvimento.
Prevê ainda que no dia 1 de Janeiro do próximo ano o “Acordo de Parceria Económica entre Macau e a China” possa entrar formalmente em vigor, trazendo novas perspectivas de desenvolvimento e dinâmica para Macau. Edmund Ho convidou todos os presentes neste grande evento a participar no"Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)", a realizar no próximo mês de Outubro em Macau, o qual pretende impulsionar a cooperação económica e comercial entre a China, os países de língua portuguesa e Macau.
O chefe do executivo esteve presente no almoço oferecido pelo Ministério do Comércio.
Na 7ª Edição da Bolsa de Investimento e Negócios da China, organizada pelo Ministério do Comércio, participaram Macau, Hong Kong, Taiwan, outras províncias e regiões autónomas da China, como ainda mais de 10 delegações de países e regiões da Ásia, Europa e América Latina.