O "Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)" (FCECPLP), é organizado por iniciativa do Governo Central, e terá a primeira edição entre os dias 12 e 14 de Outubro do corrente ano, na Região Administrativa Especial de Macau, sendo o governo local a entidade executante.
Em Pequim, decorreu hoje (3 de Setembro) a primeira conferência de imprensa sobre o evento, com a presença de Chen Jian, Adjunto do Ministro do Comércio, e de Francis Tam, Secretário para a Economia e Finanças da RAEM.
Chen Jian disse na ocasião que o FCECPLP é uma iniciativa oficial sem carácter político, que tem como tema chave a cooperação e o desenvolvimento económico e por objectivo reforçar a cooperação e o intercâmbio económico entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa, dinamizar o papel de Macau como plataforma de ligação a esses países e promover o desenvolvimento dos laços entre a República Popular da China, Macau e os países de língua portuguesa.
O Fórum será realizado de três em três anos, com dirigentes de nível ministerial das áreas da economia e comércio externo da China e dos países lusófonos, bem como convidados de organizações mundiais e associações comerciais e empresariais.
Do programa da primeira edição, em Outubro próximo na RAEM, constam uma Conferência Ministerial, um Debate sobre Cooperação Económica e outro Debate sobre Comércio e Investimento, bem como uma Bolsa de Contactos, entre outros, para encontrar diferentes vias e meios de reforçar a cooperação económica multilateral.
Durante o evento, os países participantes deverão aprovar ainda um documento de enquadramento a fim de definir uma direcção para a cooperação económica entre a República Popular da China e aqueles países.
Chen Jian salientou a forte adesão e apoio activo dos países lusófonos aos trabalhos preparatórios da organização do evento, o qual contará com a participãção de dirigentes a nível ministerial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
A mesma personalidade lembrou que o universo dos países lusófonos representam um universo de mais de 200 milhões de pessoas, com ricos recursos naturais, bem como um mercado de grandes potencialidades e um importante parceiro da China.
Chen Jian assinalou que a China, como o maior país do mundo em vias de desenvolvimento, dispõe de um vasto espaço de cooperação bilateral, enquanto Macau, com as suas relações e estreitas ligações históricas aos países de expressão portuguesa, apresenta privilégios óbvios como ponte intermediária para a China.
Aquele responsável adiantou que o Governo Central manterá a política de “um país, dois sistemas”, “administração pelos residentes” e “elevado grau de autonomia” em Macau, apoiando o desenvolvimento do papel de plataforma, da economia e da prosperidade do território, bem como uma cooperação económica reforçada entre a China e os países de língua portuguesa.
Por sua vez, o Secretário para a Economia e Finanças da RAEM, referiu também as ligações históricas de Macau aos mesmos países nos domínios de economia e comércio, turismo e cultura e o reforço do seu papel como plataforma entre a China e o mercado lusófono com realização desta primeira edição do FCECPLP.
Francis Tam adiantou que o Governo da RAEM, desde que foi decidida a realização do evento no território, tem estado a colaborar activamente com a Comissão Organizadora em todos os trabalhos necessários para o efeito, que envolverão diversos serviços públicos sob a coordenação do Gabinete de Macau para a Organização do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Entretanto, os embaixadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal acreditados na China, presentes também na mesa na conferência de imprensa, foram unânimes a manifestar todo o apoio e colaboração efectiva para o sucesso do que classificaram de tão importante evento como o Forum para o reforço de laços económicos e comerciais entre os países da língua portuguesa, China e Macau, bem como a promoção da cooperação para o desenvolvimento económico.