O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) acompanhou, recentemente, um caso anómalo de uma amostra de alimento, no qual foi detectada a presença de Salmonella numa outra amostra do mesmo estabelecimento de comidas. Tendo em conta que, num curto espaço de tempo, foi novamente detectado que o local em causa tinha uma quantidade de bactérias anormal, o IAM ordenou a suspensão imediata do funcionamento do estabelecimento em causa, com o nome “Healer Bar”, para que se limpe e desinfecte completamente as áreas de manipulação e armazenamento dos alimentos, bem como rever integralmente o processo de preparação da produção dos alimentos. O IAM continuará a acompanhar e a investigar o caso.
A amostra aleatória de “arroz com pasta de camarão e caranguejo” (contendo ovos não completamente cozinhados) onde foi detectada a presença de Salmonella foi extraída do estabelecimento “Healer Bar”, situado na Travessa do Padre Soares. De acordo com as “Orientações sobre critérios microbiológicos para alimentos prontos a comer”, o resultado da análise atingiu o nível de “Não Satisfaz”. No passado mês de Maio, foi detectada uma outra amostra de cozinha de baixa temperatura, contendo excessivo Clostridium perfringens. Na altura, o IAM procedeu de imediato ao acompanhamento do caso, ordenando a suspensão da venda dos produtos em causa e rectificando os procedimentos de produção e tratamento. Tendo em conta que a situação de reprovação da amostra dos alimentos repetiu-se num curto espaço de tempo, e tendo em conta os riscos para a segurança alimentar, o IAM ordenou a suspensão imediata do estabelecimento para efeitos de reorganização, devendo o estabelecimento limpar e desinfectar completamente as áreas de tratamento e armazenamento dos produtos alimentares, e, ao mesmo tempo, ajustar, de forma abrangente, o processo de preparação da produção dos produtos alimentares, após o que, deve este Instituto proceder a nova inspecção, para que haja condições para o fornecimento dos respectivos produtos. O IAM continuará a acompanhar e a investigar, e caso se verifique alguma violação à “Lei de Segurança Alimentar”, procederá com uma autuação.
A salmonella existe amplamente nos animais cultivados e nos animais selvagens, e é comum encontra-la em animais comestíveis, nas suas vísceras ou nos seus produtos derivados. Normalmente, os doentes infectados consomem ovos ou produtos relacionados não cozidos, leite ou lacticínios, carnes ou seus derivados, entre outros. No entanto, a salmonella não consegue sobreviver a altas temperaturas. Cozinhar bem os alimentos pode ajudar a eliminar o agente patogénico. Geralmente, os doentes infectados pela bactéria manifestam sintomas agudos de febre, dor abdominal, diarreia, náuseas e, às vezes, vómitos.
O IAM apela ao sector para que cumpra as orientações de higiene e segurança dos produtos alimentares, e que armazene os produtos confeccionados de forma apropriada e separada para evitar a contaminação cruzada. Durante o processo de produção, os alimentos devem ser bem cozidos. Caso sejam confeccionados alimentos prontos-a-comer com ingredientes de ovos crus, devem ser utilizados ovos ou seus produtos desinfectados por pasteurização, prestar atenção à higiene ambiental e pessoal, e garantir a segurança dos ingredientes e dos alimentos durante o processo de conservação e produção. As pessoas com alto risco de ficarem infectadas, tais como idosos, bebés, mulheres grávidas e pessoas com fraca imunidade, devem evitar consumir alimentos crus ou mal cozinhados.