Tendo em conta os recentes casos de infecção pelo vírus Nipah detectados no Estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, e com o propósito de reforçar a sensibilização e a capacidade de resposta ao vírus Nipah por parte dos funcionários da aviação e dos aeroportos, os Serviços de Saúde organizaram, no dia 3 de Fevereiro, uma palestra intitulada “Conhecimentos sobre a infecção pelo vírus Nipah”, destinada aos representantes da Autoridade de Aviação Civil, da CAM, Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, S.A.R.L. e das companhias aéreas. Os representantes do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde explicaram detalhadamente a situação epidemiológica da infecção pelo vírus Nipah, as vias de transmissão, os sintomas clínicos e os pontos importantes de protecção individual, entre outros aspectos, com vista a elevar a capacidade de prevenção do pessoal da linha da frente. Estiveram presentes mais de 100 gestores e trabalhadores da linha da frente, num ambiente caloroso.
Durante a palestra, os representantes dos Serviços de Saúde salientaram que, o posto fronteiriço constitui a primeira linha de defesa contra a importação de doenças infecciosas graves de prevenção e controlo da epidemia. Para proteger a saúde dos residentes, o sector da aviação deve manter-se vigilante e tomar medidas de precaução contra a infecção pelo vírus Nipah, bem como garantir reservas suficientes de equipamento de protecção, através de verificação regular.
Os Serviços de Saúde reforçaram a avaliação e o exame médico aos indivíduos com história de viagem relevante e que apresentem sintomas nos postos fronteiriços, iniciaram a declaração por iniciativa própria, e estabeleceram um mecanismo de coordenação interdepartamental eficaz com o aeroporto, a Autoridade de Aviação Civil e os serviços competentes. Foi ainda estabelecida uma revisão periódica e a formação do respectivo pessoal para a capacidade de contingência em caso de emergência de saúde pública nos postos fronteiriços, incluindo: o isolamento e a protecção, a comunicação e coordenação, a transferência segura e a resposta de emergência das instituições médicas, entre outras capacidades, que o pessoal pode reagir de forma eficaz e rápida à ocorrência de incidentes, no sentido de assegurar a detecção precoce, a notificação atempada e o tratamento adequado de todos os tipos de incidentes inesperados.
Até ao momento, as autoridades indianas anunciaram que, o número de casos de infecção pelo vírus Nipah é reduzido e limitado no Estado de Bengala Ocidental, sendo a transmissão feita, sobretudo, no interior dos hospitais. De acordo com a investigação global nacional e a avaliação de risco da Organização Mundial de Saúde, actualmente, o seu impacto para Macau é relativamente baixo. No entanto, devido à facilidade de transporte internacional, a circulação de pessoas em Macau é muito frequente e a propagação deste vírus não está sujeita a limitações de distância. Por conseguinte, é necessário reforçar a prevenção do risco de importação do vírus de outros países.
O vírus Nipah é um vírus zoonótico que pode ser fatal, nos últimos 20 anos, foram registados vários casos de infecção humana no Bangladesh e na Índia. Os Serviços de Saúde apelam à população para se manter em alerta. Caso não seja estritamente necessário, deve evitar a deslocação às regiões afectadas; caso seja indispensável viajar, deve adoptar as seguintes medidas para reduzir o risco de infecção:
- Reforçar a higiene pessoal e alimentar, lavar as mãos com frequência e evitar o consumo de frutas ou produtos derivados de frutas contaminados;
- Evitar o contacto com animais infectados e deslocações a quintas, habitats de morcegos e quintas de criação, entre outras;
- Evitar ter contacto próximo com os doentes locais;
- Em caso de indisposição após o regresso a Macau, deve recorrer ao médico o mais rápido possível, informando-lhe pormenorizadamente da sua história de viagem e de contacto.