Recentemente, realizou-se a 21.ª reunião plenária do 6.º mandato do Conselho para os Assuntos Médicos (CAM), presidida pelo Presidente do CAM, Lo Iek Long. Os representantes dos Serviços de Saúde apresentaram, respectivamente, os conteúdos da área da saúde do «3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030)» (adiante designado por «3.º Plano Quinquenal») na consulta pública e uma breve análise sobre a futura procura de profissionais de saúde em Macau.
Na reunião, o Presidente Lo Iek Long proferiu que, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) lançou, no dia 20 de Maio, a consulta pública sobre o «3.º Plano Quinquenal»), em articulação dinâmica e estreita com o «15.º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento Económico e Social Nacional» (adiante designado por «15.º Plano Quinquenal») aprovado. O presente «3.º Plano Quinquenal» é implementado sucessivamente o espírito nacional, com uma continuidade aos frutos alcançados na fase anterior. Os indicadores deste plano são 60% superiores aos do que o «2.º Plano Quinquenal (2021-2025)», sendo este um documento programático orientado para o desenvolvimento económico e social de Macau nos próximos cinco anos. Entre as quais, a área da saúde está relacionada com vários capítulos e abrange mais de 20 medidas concretas, incluindo o aumento da qualidade dos serviços médicos, a ligação entre o sistema de saúde de Macau e Hengqin, o desenvolvimento da indústria de Big Health da medicina tradicional chinesa, a protecção da saúde de toda a população, a construção de um sistema de saúde pública, entre outras áreas. Todos os aspectos estão intimamente relacionados com o bem-estar da população.
Além disso, a RAEM entrou numa sociedade com um envelhecimento populacional, com factores como os cuidados de saúde transfronteiriços e o desenvolvimento da indústria de Big Health, pelo que está enfrentar novo desafio no âmbito dos recursos humanos na área da saúde. Os Serviços de Saúde criaram um modelo de avaliação e iniciaram uma investigação sobre o planeamento dos recursos humanos na área da saúde, com base em três dimensões: Stock Adjustment, Demand Variables e Effective supply, com o fim de avaliar a escassez de quadros qualificados nos estudos científicos e de apoiar a sua formação. Esta investigação foi concluída na fase preliminar e, neste momento, encontra-se em consulta pública junto do respectivo sector.
Por sua vez, o técnico superior da Divisão de Estudos e Planeamento (DEP) dos Serviços de Saúde, Chan Ka Ip, apresentou os conteúdos da área de saúde do «3.º Plano Quinquenal», a saber:
(1) Quanto aos serviços médicos, aperfeiçoar as especialidades e os cuidados de saúde comunitários, elevar o nível de diagnóstico e terapia dos casos graves em Macau, alargar a aplicação por inteligência artificial, promover a descentralização dos recursos médicos na comunidade, reforçar a gestão das doenças crónicas e os serviços psicológicos;
(2) Em relação a Cidade Saudável Macau, concretizar progressivamente o «Plano de Acção para Macau Saudável», construir um mecanismo de avaliação da saúde dos residentes e uma base de dados, promover a colaboração sinérgica entre as instituições médicas públicas, privadas e sem fins lucrativos, e concluir, em 2027, o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas - Edifício do Hospital de Reabilitação, proporcionar a protecção de saúde durante todo o ciclo de vida às pessoas de diferentes faixas etárias;
(3) No âmbito do desenvolvimento industrial e da coordenação regional, desenvolver a indústria de Big Health da medicina tradicional chinesa com prioridade, aprofundar, de forma contínua, a interacção de serviços médicos entre Macau e Hengqin, ajudar Macau a integrar-se melhor e a servir o desenvolvimento nacional.
O Chefe do Grupo de Trabalho de Formação de Quadros Qualificados dos Serviços de Saúde, Liang Sung Wen, apresentou uma análise preliminar sobre a procura de quadros qualificados na área da saúde em Macau em 2030, cujo resultado revelou que a maioria das vagas na área da saúde está equilibrada, havendo, no entanto, uma grande procura de quadros qualificados em determinadas áreas profissionais. As medidas de contingência foram definidas pelos Serviços de Saúde, e posteriormente, serão comunicadas à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, no sentido de desenvolver, no futuro, acções de divulgação e orientação destinadas aos jovens.
Relativamente aos conteúdos da área da saúde do «3.º Plano Quinquenal» na consulta pública, foram apresentadas várias sugestões: (1) Quanto aos serviços médicos, recomendou-se que a capacidade de terapia dos casos graves em Macau seja elevada, e que reforçada a colaboração com o Centro Médico de Macau Union e as instituições médicas privadas, bem como que alargado o âmbito de aplicação de assistência médica por inteligência artificial; (2) No âmbito da cooperação regional, em conformidade com a base de reabilitação de longo prazo favorável às vantagens da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, será promovido o desenvolvimento colaborativo integrado da medicina desportiva; (3) No que diz respeito à formação de quadros qualificados, em articulação com a futura conclusão do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas - Edifício do Hospital de Reabilitação, serão alargados os canais de aperfeiçoamento dos jovens profissionais de saúde de Macau na Grande Baía e melhorado o stock de quadros profissionais de reabilitação, entre outros.
Em relação à análise da procura de quadros qualificados na área da saúde em Macau, os membros presentes concordaram, de um modo geral, com a situação de oferta e procura de recursos humanos definida no relatório e, ao mesmo tempo, prestaram atenção à inteligência artificial e à iteração das tecnologias médicas, bem como o impacto da concorrência de quadros qualificados das regiões vizinhas sobre os recursos humanos na área da saúde de Macau. Também foram apresentadas várias sugestões, incluindo: reforçar a formação de contingência da equipa médica face a incidentes súbitos de saúde pública; fortalecer a distribuição dos recursos humanos na área da saúde pública; organizar formação destinada aos profissionais de saúde internacionais com capacidades interculturais e multilingues, em resposta das necessidades dos turistas em termos de serviços médicos, aumentando a competitividade do sector de saúde local.